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Ministério da Saúde abre consulta pública sobre novo teste para diagnosticar infecção fúngica grave

Inscrições abertas até o dia 2 de fevereiro.

Redigido por Administrador RFPC Publicado há 1 semana.

O Ministério da Saúde abriu consulta pública para ouvir a sociedade sobre a proposta de incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) um novo exame para a detecção da aspergilose invasiva, uma infecção fúngica grave. O teste imunoenzimático permite identificar de forma mais rápida a presença do fungo Aspergillus em pessoas imunocomprometidas. A consulta, conduzida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), ficará aberta até 2 de fevereiro de 2026.

Participe em https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/processes/consultas-publicas-conitec/f/2797/

Atualmente, o SUS utiliza principalmente o exame de cultura, cujo resultado pode levar vários dias e apresentar limitações na identificação do fungo, gerando resultados falso-negativos. Além disso, o método exige procedimentos de coleta mais invasivos, muitas vezes inadequados para pacientes em estado clínico mais grave. A tecnologia proposta, com coleta minimamente invasiva, oferece maior agilidade e precisão diagnóstica, possibilitando o início precoce do tratamento e evitando o uso desnecessário de medicamentos, que podem causar efeitos adversos e favorecer resistência.

A aspergilose invasiva ocorre quando o fungo Aspergillus é inalado e atinge órgãos como os pulmões e o cérebro. Trata-se de uma doença de alta gravidade e elevada taxa de mortalidade, que acomete principalmente pessoas submetidas a transplantes ou em tratamento de cânceres hematológicos.

Segundo a coordenadora-geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas do Ministério da Saúde, Fernanda Dockhorn, a incorporação do teste pode ter impacto direto na atenção às populações mais vulneráveis. “Nosso objetivo é garantir um diagnóstico precoce e seguro. A identificação rápida do fungo permite iniciar imediatamente o tratamento adequado, salvando vidas e evitando gastos com medicamentos que não seriam eficazes naquele caso”, destacou.

A Conitec emitiu parecer inicial favorável à incorporação do exame, considerado por especialistas mais simples de ser utilizado nos serviços hospitalares, com custo adequado e maior garantia de efetividade diagnóstica.

Fonte: Ministério da Saúde